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  • Muriel Albuquerque

A capital catarinense teve redução de 57,5% no número de imóveis lançados






Florianópolis registrou alta de 49,3% na venda de imóveis no período de janeiro a setembro de 2020 frente aos mesmos meses do ano anterior, considerando número de unidades. Neste período, mesmo durante a pandemia de coronavírus, o setor imobiliário brasileiro surpreendeu positivamente. O crescimento de Florianópolis foi o maior entre as grandes cidades brasileiras, de acordo com o levantamento realizado pela consultoria Brain Inteligência de Mercado. No mesmo período de comparação, na capital catarinense o valor geral de vendas (VGV) de imóveis caiu 59,3%, o total de lançamentos recuou 57,5% e o preço médio do metro quadrados alcançou R$ 9.743.


O levantamento apurou também que a retração no lançamento de novos imóveis registrado por Florianópolis, de 57,5%, somando novas 694 unidades, foi a maior entre as cidades pesquisadas pela consultoria. O total de vendas na cidade de janeiro a setembro do ano passado, alcançou 2.191 unidades. No mesmo período, Florianópolis registrou crescimento de venda de 0,4% no número de lotes para construção de imóveis, alcançando 555 unidades. Em Joinville, nos mesmos meses, houve queda de 76,4% na venda de lotes e foram comercializadas 995 unidades.


Conforme a pesquisa, o segundo maior crescimento de vendas de unidades no mesmo período foi no Distrito Federal (32,5%), seguido por Belém (28,9%) e Belo Horizonte (24,7%). No caso da retração no lançamento de novos imóveis, o segundo lugar ficou com Belém (-47,4%), seguido por Porto Alegre (-44,7%), Fortaleza (-42,7%) e João Pessoa (-42,4%). O descompasso entre o total de vendas e novos lançamentos em Florianópolis significou um desempenho mais tímido da indústria do setor ano passado. Além dos problemas para produção frente ao novo coronavírus, o setor de construção da capital enfrenta dificuldades para lançar novos empreendimentos na capital de SC devido a entraves ambientais e do plano diretor. Mas a retração da oferta de novas unidades ano passado é um motivador para o setor ampliar investimentos este ano, o que pode aquecer a atividade econômica e o emprego. De acordo com a consultoria Brain, as principais razões do alto crescimento do setor imobiliário em 2020 foram o juro mais acessível para financiamentos, demanda por imóveis melhores durante a pandemia, alternativa de investimento frente à baixa remuneração no mercado financeiro com a taxa Selic em 2% ao ano e impulso do auxílio emergencial. O financiamento de imóveis alcançou o maior crescimento da história no ano passado, 57,5%, e atingiu a cifra de R$ 124 bilhhões. Para 2021, o setor segue com cenário favorável em função dos baixos juros para financiamento e baixa Selic. Um obstáculo é a inflação, que pressionou o setor ano passado, segue alta e vai impactar mais os preços este ano.


Fonte: NSC Total


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