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  • Muriel Albuquerque

IGP-M vem descolando da inflação por influência da alta do dólar e dos preços das commodities.


Inquilinos cujo contrato de aluguel vence neste mês serão premiados com uma alta por volta de 29% do valor, de acordo com regras do contrato. Culpa do IGP-M, indicador que reajuste 90% dos contratos no mercado e que vem se descolando da inflação medida pelo IPCA nos últimos 12 meses.

O IGP-M vem registrando uma alta generalizada porque está sendo influenciado pela disparada do dólar e das commodities, que vem provocando reajustes fortes do índice desde junho do ano passado. Os preços do mercado imobiliário são pouco representados no indicador. O dólar e até a alta do arroz entram na conta.

Para ter uma ideia, o IPCA é mais próximo do movimento do mercado imobiliário do que o IGP-M. Isso porque o peso do item Habitação é grande no indicador de inflação oficial, e é possível olhar apenas o componente Aluguel. O índice FipeZap busca ser um indicador mais fiel dos preços dos aluguéis. Enquanto o IGP-M disparou, o FipeZap subiu, em média, 3,87% nos últimos 12 meses encerrados em janeiro. No mesmo período, o IPCA aumentou 4,61%.

O IGP-M ainda é o mais usado por conta de uma herança do período de hiperinflação pelo qual passou o país. Portanto, dificilmente o inquilino conseguirá escapar da alta. Mas isso vem mudando.

Caso não haja possibilidade de troca do indicador pelo qual o aluguel é reajustado, há formas de negociar, e até recorrer à Lei do Inquilinato, caso a conversa não avance.

Fonte: Exame invest.




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