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Mercado imobiliário: SC possui três das dez cidades com maiores preços médios por venda.


Com as quedas nas taxas de juros medidas pela Selic, definidas pelo Banco Central, os investidores têm buscado outras opções de aplicações que não sejam atreladas à renda fixa. O mercado de capitais e os investimentos imobiliários se mostram como alternativas para aumentar a rentabilidade. Em Santa Catarina, o mercado de imóveis está aquecido, segundo o Índice FipeZap de janeiro, elaborado pela ZAP Imóveis, que acompanha o comportamento do preço médio de venda de imóveis residenciais em 50 cidades do país. O Estado possui três das dez cidades com maiores preços médios de venda. Balneário Camboriú apresenta o quarto maior valor por m², com R$7.776. Florianópolis aparece em seguida, com R$7.480 e Itapema com R$7.210. Itajaí está em 12º lugar entre as 50, com R$6.459 o m².

Na análise dos últimos 12 meses, a variação no preço médio de venda (alta nominal) em Florianópolis foi de +7,35%; enquanto em Balneário Camboriú de +7,05%; Blumenau de +5,51%; Itajaí de +7,63%; Itapema de +13,65%; Joinville de +4,14% e São José de +7,42%. O economista Leonardo Alonso Rodrigues aponta que, com as medidas econômicas e retomada da demanda e das atividades, a retomada econômica foi muito forte em relação ao esperado – o que contribuiu para o ramo imobiliário. Os custos subiram muito, faltou matéria-prima, o que impulsionou os preços revelados na pesquisa. O economista também destaca o aumento da oferta de crédito no mercado imobiliário com as baixas taxas de juros. – Mais uma pressão de demanda sobre os preços. E com esses juros baixos, muitas pessoas que estavam em investimentos mais conservadores migraram para esse ramo. Fundos imobiliários captaram muitos investimentos, por exemplo – pondera Rodrigues.

Como consequência, as vendas de materiais de construção aumentaram 12,8% em 2020 no Estado catarinense – acima da média nacional de 10,8%. Da mesma forma a carteira de crédito para financiamentos imobiliários. Dados do Banco Central, ressaltados pelo economista, mostram que o saldo da carteira de crédito pessoa física cresceu no Brasil 11,7% no final de dezembro, em comparação com o mesmo mês de 2019.

Com a pandemia e o home office, muitas empresas adotaram trabalho remoto ou híbrido e já havia uma expectativa de redesenho demográfico no país. Locais como as cidades apontadas na pesquisa, que promovem qualidade de vida ao morador, são atrativas para quem está no trabalho remoto, e investidores antecipam esse movimento para ter retorno futuro. Mercado em crescimento atrai investidores Quem investe em SC não se arrepende, de acordo com o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Santa Catarina (CRECI/SC) Antônio Moser. Segundo ele, o mercado vem crescendo bastante. Além de o imóvel capitalizar, ele proporciona renda com a locação. Quem compra um apartamento de R$300 mil, consegue a valorização e ainda aluga na faixa de R$2mil.

Moser ainda cita como benefícios do investimento em imóveis a segurança, pois a volatilidade é menor do que na bolsa, por exemplo. No entanto, o presidente do CRECI/SC orienta novos investidores a sempre procurarem um corretor credenciado, um profissional da área imobiliária, na hora de fazer negócios e evitar dor de cabeça. – Pode parecer algo simples, somente formalizar em cartório, fazer a escritura, mas não é bem assim. Podem estar escondidas diversas armadilhas e os corretores vão saber orientar. Você vai lá compra, e daqui a pouco aparece uma notificação avisando que o imóvel estava em garantia devido a uma ação trabalhista tramitando – afirma o presidente do conselho. Paulo Cesar Coutinho de Azevedo, vice-presidente para Compra e Venda de Imóveis do Secovi Florianópolis e Tubarão, acredita que o mercado imobiliário vive um ótimo momento, com vendas rápidas, e que os juros baixos facilitam a vida de quem quer entrar no ramo. Com um aporte menor para entrada, o preço do aluguel, dependendo da área, facilmente paga as parcelas do financiamento. – Vendi somente em setembro o que tinha vendido de janeiro a abril, e terminamos 2020 melhor do que o final de 2019. Daqui a um ano nosso estoque de apartamentos seca, se continuar assim – espera Azevedo.

Fonte: NSC Total.


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