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O que esperar do Mercado Imobiliário de Florianópolis para os próximos anos

Confira a análise de especialistas, que estimam valorização significativa para os próximos anos

Florianópolis a muito se destaca entre as demais cidades brasileiras em diversos quesitos, como sendo um dos melhores lugares para se viver, empreender e investir no Brasil.


Com um IDH de 0,847, bem acima da média nacional de 0,759, Floripa atrai turistas de todo Brasil e exterior com suas diversas belezas naturais e, além de apresentar baixos índices de violência, possui uma economia em desenvolvimento e diversificada, tendo se tornado um dos principais polos tecnológicos e de inovação do Brasil. Foi considerada pela Endeavour (ONG norte-americana) a melhor cidade para se empreender no Brasil.


Na contramão do cenário econômico atual, o mercado imobiliário de Florianópolis foi um setor que se expandiu na crise causada pela pandemia, tendo aquecimento nos negócios e lançamentos. Enquanto outros mercados ainda buscam a recuperação, o mercado imobiliário em 2021 tem a previsão de crescimento entre a 5% e 8%. — Os fundamentos que nortearam a valorização nos últimos 50 anos na cidade ainda continuam existindo, (migração populacional, belezas naturais, organização Social, capital do Estado, Segurança, polo turístico, tecnológico e de inovação), e alguns até se intensificaram durante a pandemia, aumentando a demanda por imóveis — comenta o especialista.


Setor em ascensão

Recorte que demonstra a valorização do mercado em alta (Foto: Fipezap e Sinduscon SC)


O gráfico acima demonstra como se comportou o mercado imobiliário ao longo dos últimos anos, onde tivemos uma expressiva ascensão do CUB, e por outro lado uma estabilidade dos preços a nível nacional, devido à crise que prejudicou expressivamente o mercado imobiliário entre 2015 a 2019, onde a taxa básica de juros Selic, na casa de dois dígitos, fazia com que as pessoas deixassem o dinheiro aplicado na renda fixa, com praticamente zero de risco. A taxa Selic também potencializava os juros do crédito imobiliário, elevando-o, além das muitas incertezas econômicas e políticas como impeachment, escândalos de corrupção e greve dos caminheiros, que seguraram o mercado durante todo esse período.


Em Floripa, mesmo com todo este contexto, tivemos valorização acima da média nacional, pois a valorização manteve-se próxima ao nível de crescimento ao CUB.


Nesse contexto, o mercado imobiliário de Florianópolis é ativo e altamente rentável, ao apresentar uma valorização imobiliária com rendimentos acima da inflação e superiores ao de centros urbanos maiores como Rio de Janeiro e São Paulo. Com o aumento da inflação, e acima de tudo o aumento do CUB (Custo Unitário Básico) em âmbito nacional, os insumos da construção civil teve um aumento significativo de preços, sem uma favorável compensação pela valorização imobiliária conforme demonstrado no gráfico.


Contudo, o mercado imobiliário de Floripa continua valorizando-se de forma significativa, uma vez que há grande demanda na região (que detém uma população maior que 500 mil habitantes com uma taxa de crescimento de 2,1% ao ano segundo dados do IBGE) que ainda não está sendo completamente atendida devido à falta de estoque de imóveis. Se continuarmos nessa proporção, muito em breve as ofertas no mercado não atenderão a demanda necessária, gerando oportunidades significativas neste cenário.


Características que ressaltam a qualidade da capital catarinense


Floripa foi considerada a cidade com a melhor saúde do Brasil pelo estudo “Desafios dos Municípios 2021”. Com uma ótima posição no Índice dos Desafios da Gestão Municipal (IDGM) de 0,710, que vem aumentando a cada ano, o poder executivo municipal de Florianópolis tem provado trabalhar na resolução dos atuais problemas bem como desenvolver a infraestrutura e melhorar ainda mais a qualidade de vida da cidade.


Outrossim, a Ilha da Magia atua como uma eficiente ponte aérea entre as regiões sul e sudeste, com uma média de 76 voos (domésticos e internacionais) por dia, sendo a grande maioria entre SP e SC, possibilitando o deslocamento prático entre a capital catarinense e as maiores metrópoles brasileiras, favorecendo não apenas o turismo mas também o ambiente de negócios da cidade, ao aproximá-la dos grandes centros econômicos do país.


Na contramão ao desenvolvimento da cidade, é importante mencionar que a construção civil foi bastante prejudicada com a alteração do plano diretor em 2014, que diminuiu o potencial construtivo e criou mais barreiras à aprovação de novos projetos, o que tende a pressionar cada vez mais para cima o valor do m² e seu custo de locação.


Fonte: NSC Total.


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